Retomada

Bem pessoal,

Hoje retorno ao blog, com novidades, encerrando, mesmo que tardiamente o ano de 2010, fazendo um balanço deste ano.
Vamos começar... tive assim como todos muitas desilusões, perdas, decepções, ficaram várias pendências negativas, então hoje resolvi. Vou abrir a mala de 2010 colocar lá tudo que não me agradava, como: preguiças, tristezas, arrependimentos, dores, decepções, fechei a mala e deixei na porta de casa para que o ano de 2011 a leve e que fique comigo recordações, emoções, alegrias e realizações. Os momentos maravilhosos me fizeram perceber como a vida é encantadora e que não vale a pena parar e chorar, o mais importante é levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, e acima de tudo perceber quantos amigos tenho, e tenho sim, descobri pessoas maravilhosas que cuidaram de mim, me incentivaram e compartilharam de minhas ansiedades e preocupações e que ao final de tudo, pudemos nos reunir e dar muita risada por tudo o que aconteceu.


A escola tem como objetivo possibilitar a aprendizagem dos alunos, bem como a sua socialização não apenas de conteúdos programáticos, mas também com assuntos que permeiam o universo do aluno. O uso de tecnologias na escola está em crescente expansão, que vão desde o lápis a borracha, canetas, quadro negro e branco, giz e marcadores de quadros, até chegar às tecnologias digitais, onde houveram inovações, surgindo a preocupação de como usá-las para melhor aproveitamento desta possibilitando aprendizagens significativas. Uma das possibilidades de uso da tecnologia é o editor de texto que pode nos auxiliar, pois ele permite não só uma digitação manual e automática, mas sim infinita possibilidade de recursos que possibilitam seu usuário criar e recriar novas linguagens. O uso do editor de texto auxilia o professor a experimentar juntamente com seus alunos novas possibilidades de comunicação e a utilização de diferentes recursos, como o uso de tabelas ou imagens para exemplificar determinado fato ou objeto.

CRAVO E CANELA




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Poema em linha reta

Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.